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80% dos trabalhadores mudariam de emprego para uma empresa que se preocupe com a saúde financeira

80% dos trabalhadores mudariam de emprego para uma empresa que se preocupe com a saúde financeira / Foto: Andrea Piacquadio / Pexels
Foto: Andrea Piacquadio / Pexels

Segundo pesquisa feita pela fintech Onze, 94% concordam que bem-estar financeiro deve ser prioridade das empresas

A 3ª edição da pesquisa “Tendência em Benefícios Corporativos”, realizada entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 pela Onze, fintech de saúde financeira e previdência privada, revela que 80% dos trabalhadores mudariam de emprego para uma empresa que se preocupe com a saúde financeira dos colaboradores. De acordo com o levantamento, que ouviu 2095 colaboradores CLTs de todo o país, 94% concordam que o bem-estar financeiro deve ser prioridade das empresas.

O estudo também perguntou aos colaboradores quais benefícios eles consideram decisivos para aceitar um novo emprego e a maioria das respostas ficou com o plano de saúde (68%), vale-alimentação (47%) e previdência privada (26%). Entre os benefícios financeiros, especificamente, previdência privada (47%), seguro de vida (39%) e clube de descontos e vantagens (34%) lideram.

Em relação aos benefícios que os entrevistados não recebem, mas gostariam de receber, na liderança aparecem, novamente, o plano de saúde (36%), o vale-alimentação e o plano de academia, ambos com 19% das respostas. Em quarto lugar, empatados com 16%, estão a previdência privada, o vale-turismo e o plano odontológico.

“É interessante ressaltar que quando olhamos para cargos mais estratégicos, que têm salários a partir de R$ 3 mil, o cenário muda e os benefícios mais básicos, como o plano de saúde, deixam de ser um desejo – talvez porque esses colaboradores estejam em empresas que já cobrem suas necessidades básicas. Nesse recorte, a previdência privada lidera a lista de mais desejados com 25% das respostas”, afirma Fernanda Cortez, head de RH da Onze.

No que diz respeito à satisfação dos colaboradores, 79% estão satisfeitos com o emprego atual e 65% se dizem satisfeitos com os benefícios que recebem. Além disso, 53% dizem que o pacote de benefícios é um dos principais motivos para permanecerem no emprego – nas empresas com mais de 100 colaboradores, o número sobe para 62%.

E o setor de Recursos Humanos?

A fintech também realizou um estudo com 1.830 profissionais de RH de todo o país e concluiu que 93% concordam que o bem-estar financeiro dos times deve ser uma prioridade das empresas. Entre os entrevistados, 80% acham que os benefícios de saúde financeira são um diferencial para atrair talentos e 79% acreditam que são essenciais para reter talentos.

Apesar de aparecerem na lista de mais desejados e também no ranking de decisivos em uma mudança de emprego, os benefícios financeiros (como a previdência privada) não estão no topo da lista de benefícios que as empresas pretendem implementar em 2023.

Dentro desse contexto, Cortez acredita que, no geral, as empresas ainda estão muito presas ao básico e, por isso, não enxergam outras necessidades importantes dos colaboradores. Necessidades essas que podem ir muito além do plano de saúde ou do vale-refeição e alimentação.

“Um exemplo disso é que 23% dos RHs pretendem implementar benefícios de saúde mental nas empresas, enquanto apenas 9% dos colaboradores desejam, de fato, esse benefício. Por outro lado, quando olhamos para a previdência privada – benefício financeiro decisivo em uma troca de emprego -, notamos que apenas 10% das empresas pensam em implementá-la ao longo de 2023”, conclui.

Nesse sentido, a especialista reforça que é vital que os RHs identifiquem as reais necessidades dos seus times. Não enxergar o bem-estar do colaborador de forma ampla pode acabar gerando impactos negativos em competitividade, atração de talentos e retenção de colaboradores – consequências que prejudicam o negócio a longo prazo.

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