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Atividade do comércio recuou 0,7% em janeiro de 2026, aponta Serasa Experian

Foto por: Markus Spiske/ Unsplash images
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Segmentos de “Veículos, Motos e Peças” (-2,5%) e “Combustíveis e Lubrificantes” (-1,1%) apresentaram queda

A atividade do comércio físico brasileiro registrou retração de 0,7% em janeiro de 2026, na comparação com dezembro de 2025, segundo o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, explica que o resultado reforça um ambiente ainda marcado por juros em patamar elevado e maior seletividade na concessão de crédito, fatores que impactam principalmente os segmentos mais dependentes de financiamento. Veja, no gráfico a seguir, o levantamento dos últimos 12 meses:

Ainda de acordo com Camila, o início do ano costuma concentrar a recomposição orçamentária das famílias. “Além das despesas sazonais que tendem a impactar o consumo no início do ano, o cenário de crédito mais restritivo e o custo financeiro mais elevado fazem com que setores mais dependentes de financiamento registrem oscilações mais acentuadas. Ainda assim, a sustentação do mercado de trabalho e da renda contribui para mitigar movimentos mais intensos”, afirma a executiva da datatech.

Setor de “Veículos, Motos e Peças” apresentou a maior retração do período

Na análise por segmentos, “Veículos, Motos e Peças” registrou a maior retração (2,5%) do período. Em seguida, “Combustíveis e Lubrificantes” recuou 1,1%, enquanto “Material de Construção” apresentou crescimento de 0,6%. Confira o detalhamento desta visão no gráfico abaixo:

Variação anual recuou 0,6%

 No comparativo entre janeiro de 2026 e o mesmo mês de 2025, a atividade do comércio físico registrou retração de 0,6%. Veja, a seguir, a variação anual do indicador:

Nesse cenário, o setor de “Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática” apresentou a maior expansão (4,2%), seguido por “Veículos, Motos e Peças” (3,9%) e por “Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas” (3,4%). Já “Material de Construção” (-3,1%) e “Combustíveis e Lubrificantes” (-2,4%) registraram retração no comparativo anual.

Camila reforça que os dados apontam para um ambiente de consumo mais moderado neste início de ano. “Embora o mercado de trabalho aquecido ofereça sustentação à renda, o nível de juros e o encarecimento do crédito continuam influenciando o comportamento das famílias e das empresas. A tendência é de um varejo mais seletivo, com desempenho distinto entre segmentos mais dependentes de financiamento e aqueles ligados a consumo essencial”, conclui.

Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

Metodologia

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio é construído, exclusivamente, pelo volume de consultas mensais realizadas por cerca de 6.000 estabelecimentos comerciais à base de dados da Serasa Experian. As consultas são tratadas estatisticamente pelo método das médias aparadas, com corte de 20% nas extremidades superiores e inferiores das taxas mensais de crescimento, relativas a cada estabelecimento comercial dentro de cada um dos seis segmentos varejistas pesquisados. Para a formação da série agregada do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, as taxas de crescimento resultantes de cada segmento varejista são ponderadas pelo peso relativo de cada um deles na Pesquisa Mensal de Comércio – Varejo Ampliado, do IBGE, respeitando-se as suas revisões metodológicas.

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