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B3 anuncia investimento minoritário na BOAA, plataforma de ativos alternativos

Ano novo, emprego novo: B3 tem vagas abertas em diversas áreas de atuação / Foto: Divulgação Ano novo, emprego novo: B3 tem vagas abertas em diversas áreas de atuação / Foto: Divulgação
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Iniciativa será hub de inovação e auxiliará na captação de recursos para música, cultura, esporte e pesquisas científicas

A B3, a bolsa do Brasil, em conjunto com a Riza Asset, anuncia investimento minoritário na BOAA, plataforma voltada à negociação de ativos alternativos no país.

A iniciativa se insere na estratégia de ambidestria da B3, que combina o fortalecimento de seu core business com a busca por diversificação em negócios adjacentes. Além disso, reforça o compromisso da bolsa com o legado da arte e cultura e com o incentivo à inovação.

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A BOAA foi fundada por Daniel Lemos e Fausto Assis, sócios da Riza Holding, grupo com aproximadamente R$ 25 bilhões sob gestão. O investimento financeiro da B3 e da Riza visa impulsionar a construção da plataforma, que ficará inteiramente sob a responsabilidade e gestão de Daniel e Fausto.

A plataforma contará com a participação estratégica da Inoa no desenvolvimento e na implementação de soluções tecnológicas de infraestrutura.

A BOAA tem como objetivo estruturar ativos que hoje operam de forma descentralizada e com baixa padronização institucional, como direitos autorais musicais, ativos de propriedade intelectual e direitos econômicos vinculados ao esporte, organizando-os sob padrões de governança, registro e negociação compatíveis com ambientes de mercado organizado.

Segundo Daniel Lemos, a proposta é criar uma camada de infraestrutura capaz de organizar ativos alternativos sob padrões institucionais, ampliando a conexão com a economia real.

No setor da música e do audiovisual, a plataforma pretende contribuir para a organização financeira da cadeia produtiva, envolvendo produtores, intérpretes, compositores e artistas, com foco em previsibilidade de receitas, transparência e acesso a capital.

A BOAA busca uma sede para sua operação, onde pretende implementar um hub de inovação que, além de gerar emprego e renda, vai impulsionar o financiamento da indústria criativa, responsável pela construção da identidade cultural do Brasil, reconhecida internacionalmente pela qualidade e diversidade de sua produção.

Na área de propriedade intelectual, a BOAA busca ampliar a captação de recursos para pesquisadores e inovadores. De acordo com Fausto Assis, pesquisas promissoras frequentemente deixam de avançar por falta de capital para custear estudos, registros e a manutenção de patentes, apesar de seu potencial econômico.

André Veiga Milanez, diretor executivo Financeiro, Administrativo e de Relações com Investidores da B3, ressalta que, ao investir na construção da BOAA, a bolsa ajuda a viabilizar uma iniciativa que visa se conectar a novos segmentos da economia real. Esse movimento reforça o compromisso da B3 com a modernização contínua do mercado brasileiro e amplia as oportunidades de financiamento para setores que historicamente precisam de mecanismos estruturados para crescer.

A expectativa é que a BOAA inicie suas primeiras operações no segundo semestre de 2026, com negociação de tokens lastreados em direitos musicais.

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