A B3, a bolsa do Brasil, abriu sua agenda de participação na XP Trader 2026 levando conhecimento sobre a importância de entender o papel da infraestrutura de mercado no dia a dia do trader.
Em painel realizado nesta sexta-feira, 27, no palco “Trading Key”, Marcos Skistymas, diretor de Produto da B3, Ítalo Dias (XP) e André Antunes (Nelogica) debateram como tecnologia, qualidade de execução e estratégia se conectam para resultados consistentes no trade, reforçando que performance não depende apenas de velocidade, mas de um conjunto de fatores proporcionados por uma infraestrutura robusta de mercado, como liquidez, transparência e regras claras.
A conversa mostrou como a qualidade de execução e o entendimento do “caminho” que a ordem percorre até o livro de ofertas influenciam os resultados de traders e investidores, especialmente em um mercado eletrônico em que milissegundos importam.
Durante o encontro, Skistymas explicou como funciona o RLP (Retail Liquidity Provider), destacando que a ordem RLP garante o melhor preço de execução e não “atrasa” a execução do negócio, ou seja, o fato de utilização do RLP não impacta na velocidade do negócio. Segundo o diretor, as ordens entram em um processo de fila e verificação que ocorre em escala extremamente curta, com processamento em níveis ainda menores do que milissegundos, preservando o desempenho.
O executivo também reforçou como a infraestrutura da B3 contribui para esse processo ao sustentar um ecossistema em que a execução ocorre com governança, integridade e previsibilidade operacional, aspectos essenciais para traders e investidores que dependem de qualidade de mercado para implementar estratégias, calibrar risco e tomar decisão com base em preços confiáveis.
O painel também trouxe para o público conceitos que impactam diretamente a latência e a eficiência operacional, como DMA e colocation, explicando de forma didática que a proximidade física e tecnológica com o ambiente de negociação pode alterar o tempo de chegada e, portanto, o resultado de uma execução.
“Nosso papel é contribuir para que o investidor tenha uma experiência positiva por meio de educação e informação. O mercado tem complexidades que precisam ser compreendidas e o que faz diferença é entender como ele funciona e tomar decisões com base em conhecimento”, explica Marcos Skistymas.
A estratégia que manda
A discussão trouxe ainda a perspectiva das corretoras e plataformas. Ítalo Dias comentou sobre a evolução tecnológica na cadeia de roteamento e processamento de ordens, enquanto André Antunes abordou o papel das plataformas em transformar dados e fluxo de mercado em ferramentas de tomada de decisão, aproximando o operador da dinâmica real do book e da execução.
Ao final, os participantes convergiram na mesma mensagem: velocidade ajuda, mas não substitui estratégia, disciplina e entendimento do que está por trás do preço.



