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B3 destaca papel da tecnologia e da liquidez em painel sobre HFT na Expert Trader XP 2026

B3 passa a negociar Opções Semanais de Ibovespa e reduz tamanho do contrato de Opções Mensais / Foto: Divulgação B3 passa a negociar Opções Semanais de Ibovespa e reduz tamanho do contrato de Opções Mensais / Foto: Divulgação
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Como o high Frequency trading influencia no dia a dia do mercado de capitais e qual é o seu impacto sobre o resultado dos traders? Essas foram algumas das perguntas respondidas no painel “HFT: o que é e contra o que você está lutando?”, realizado no segundo dia da Expert Trader XP. O bate papo contou com a presença de Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, junto a profissionais experientes do mercado, como Rodrigo Malacarne, CEO da OnTick; e JP Costa, um dos traders mais respeitados da bolsa, que trataram do avanço tecnológico das operações em bolsa e de seus efeitos sobre liquidez, eficiência e formação de preços.

Durante o painel, Felipe Paiva ressaltou que a busca por velocidade sempre fez parte da evolução do mercado, desde o pregão viva-voz até o ambiente eletrônico atual. Segundo ele, a sofisticação tecnológica ampliou a capacidade de execução e contribuiu para um mercado muito mais líquido e eficiente. Hoje, os algoritmos de alta frequência atuam em diferentes classes de ativos e ajudam a ampliar a fluidez das negociações na bolsa brasileira. “Os HFTs são hoje os principais provedores de liquidez nos mercados modernos. E o investidor pessoa física, seja ele alocador de carteira ou trader, se beneficia desse ambiente mais plural e tecnológico. O papel da B3 é construir esse ambiente de negociação com equidade, transparência e infraestrutura robusta para todos os participantes”, explicou o diretor.

Ao longo da conversa, Paiva também explicou a diferença entre algoritmos de alta frequência e formadores de mercado. Segundo ele, enquanto os HFTs exploram oportunidades e arbitragens no mercado, os market makers “formadores de mercado” cumprem parâmetros específicos para sustentar ofertas de compra e venda, contribuindo para a redução de spreads e melhoria na execução para os investidores finais, em diversos produtos, como ações, ETFs, BDRs e derivativos. De acordo com o diretor, a B3 mantém estruturas e programas voltados a esse ecossistema, inclusive com regras e incentivos específicos para participantes de alta frequência e formadores de mercado.

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O painel também reforçou uma mensagem central para o investidor pessoa física: mais do que competir com estruturas de altíssima velocidade, o mais importante é atuar com clareza de objetivos e compreensão do próprio perfil operacional. Nesse contexto, a B3 reforça seu compromisso de desenvolver um mercado cada vez mais acessível, transparente e eficiente, combinando inovação, educação financeira e fortalecimento da infraestrutura do mercado de capitais brasileiro. Ao longo da conversa, os painelistas ressaltaram que o investidor pessoa física não deve encarar o mercado como uma disputa direta contra algoritmos de alta frequência, mas sim como um ambiente em que estratégia, leitura de contexto e disciplina são determinantes. Segundo Rodrigo Malacarne, com a atuação dos HFTs, o investidor pessoa física precisa reconhecer os limites para a sua atuação “É um outro cenário de competição. Não adianta querer operar no curtíssimo prazo, porque esse mercado já tem dono”, afirmou, visão compartilhada por JP Costa. “Eu não me vejo negociando contra ninguém, principalmente contra HFT”, afirmou. Na avaliação dos especialistas, o avanço tecnológico e da velocidade trazida pelos algoritmos de alta velocidade não devem ser interpretados como uma distorção do mercado, mas como parte de sua evolução natural. “Eu não vejo como injustiça, eu vejo como estratégias diferentes. Você tem que enxergar onde você vai negociar”, disse.

Revolução da IA

Velocidade não foi o único ponto discutido no painel. Com a revolução trazida pelas plataformas de inteligência artificial em todas as profissões, para o mercado de capitais não seria diferente. Segundo Paiva, a IA já vem sendo aplicada na B3 para acelerar rotinas, ampliar a produtividade de times e apoiar o processamento de grandes volumes de informação, tanto nas operações do dia a dia quanto em atividades ligadas à supervisão de mercado e desenvolvimento de programas.

Para o executivo, o futuro do mercado tende a ser marcado pela ampliação da sofisticação dos produtos e pelo uso crescente de novas tecnologias e na experiência do usuário (UX). Entre as frentes observadas pela B3 estão a evolução da infraestrutura para negociação, o desenvolvimento do ecossistema local de tecnologia aplicada ao mercado e o olhar constante para novos produtos de negociação como uma das tendências para os próximos anos.

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