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Brasil avança para uma sociedade mais longeva e amplia o debate sobre preparo ao longo da vida

Seu Antônio, 70 anos, cruza a São Silvestre e simboliza a maturidade ativa no Brasil / Foto: Divulgação
Seu Antônio, 70 anos, cruza a São Silvestre e simboliza a maturidade ativa no Brasil / Foto: Divulgação

Histórias reais mostram como escolhas, planejamento e saúde moldam a experiência da maturidade em um país em rápida transição demográfica

Com 70 anos, Seu Antônio cruzou a linha de chegada da Corrida Internacional de São Silvestre, uma das provas mais tradicionais do país. Mais do que completar a corrida, ele mostra como é possível se manter ativo e com propósito ao longo da vida, resultado de escolhas conscientes, planejamento e dedicação a projetos pessoais, elementos que hoje ganham destaque no debate sobre longevidade no Brasil.

Aposentado da Celos, Seu Antônio transforma sua trajetória individual em inspiração coletiva. O país vive uma das transições demográficas mais rápidas do mundo, marcada pelo crescimento constante da população em faixas etárias mais altas e pela redefinição do conceito de ciclo de vida ativo.

Transição demográfica em ritmo acelerado

Estimativas mais recentes do IBGE indicam que o Brasil já soma mais de 34 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, número que segue em crescimento contínuo em 2024. Esse avanço reflete uma mudança estrutural no perfil da população brasileira, marcada pelo aumento consistente das faixas etárias mais altas e pela ampliação do tempo de vida ativo.

Ao mesmo tempo, a idade mediana da população continua avançando, confirmando a rápida transição etária do país. Projeções demográficas apontam que essa tendência não deve se estabilizar nas próximas décadas. Até 2070, cerca de quatro em cada dez brasileiros deverão ter 60 anos ou mais, transformando de forma profunda a organização social, econômica e institucional do país e ampliando a necessidade de planejamento ao longo de toda a vida.

Escolhas ao longo da vida moldam a experiência da maturidade

“Nunca pensei em parar de viver quando me aposentei. Sempre entendi que a aposentadoria era só uma nova fase, não o fim do caminho. Ter objetivos faz toda a diferença”, afirma Seu Antônio. Para ele, manter-se ativo vai além da prática esportiva e está diretamente ligado à maneira como a vida foi sendo conduzida ao longo do tempo.

A trajetória evidencia que a maturidade ativa não acontece por acaso. Ela é resultado de decisões acumuladas, da preservação da autonomia e da manutenção de projetos que dão sentido à rotina, independentemente da idade.

Longevidade exige preparo multidimensional

A história de Seu Antônio reflete uma mudança de percepção cada vez mais presente na sociedade. A maturidade deixa de ser associada exclusivamente a limitações e passa a ser compreendida como uma etapa que pode (e precisa) ser preparada com antecedência. Saúde, segurança financeira, vínculos sociais e propósito de vida formam um conjunto indissociável nesse processo.

Em um cenário em que a expectativa de vida no Brasil já ultrapassa os 76 anos, viver mais deixa de ser exceção e se consolida como uma realidade estrutural. O desafio passa a ser como sustentar qualidade de vida, autonomia e bem-estar ao longo de uma trajetória mais longa.

Saúde e previdência como eixos de preparação

Nesse contexto, o preparo para a longevidade envolve decisões que atravessam diferentes dimensões. O acesso à saúde de qualidade, a adoção de hábitos preventivos e o planejamento financeiro de longo prazo, incluindo a previdência complementar, tornam-se pilares fundamentais para garantir estabilidade e segurança ao longo dos anos.

Para a Celos, entidade que atua de forma integrada nas áreas de saúde e previdência complementar, histórias como a de Seu Antônio ajudam a ampliar a compreensão da longevidade como resultado de uma construção contínua.

“Quando falamos em longevidade, não estamos falando apenas de tempo, mas de escolhas. Preparar-se para viver mais envolve cuidar da saúde, planejar o futuro e construir segurança financeira por meio da previdência complementar, além de manter projetos que façam sentido em todas as fases”, afirma Ivecio Pedro Felisbino Filho, presidente da Celos.

Segundo ele, o objetivo não é estabelecer modelos únicos de viver a maturidade, mas estimular reflexão e conscientização. “Cada pessoa tem sua própria trajetória, mas exemplos reais ajudam a mostrar que viver bem por mais tempo passa por decisões tomadas muito antes, com informação, planejamento e responsabilidade compartilhada”.

Ao conectar histórias individuais a um cenário demográfico em transformação, a Celos reforça seu papel institucional como agente de orientação e preparo, contribuindo para um debate essencial em um país cada vez mais longevo e que precisa pensar, desde agora, em como promover uma vida mais longa, saudável, segura e com sentido.

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