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Chocolate em barra e bombom estão mais caros na Páscoa de 2024, mostra estudo da XP

Foto: Jessica Loaiza / Unsplash Images Foto: Jessica Loaiza / Unsplash Images
Foto: Jessica Loaiza / Unsplash Images

Alta de preço esperada em março de 2024 é de 3,63% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Aumento é proporcionalmente menor do que o registrado na última Páscoa, de 10,7%

Consumidores de chocolates em barra e bombom devem gastar até 3,63% mais na Páscoa deste ano, mostra estudo da XP. O aumento é proporcionalmente menor do que o visto entre 2023 e 2022 – de 10,7%. O levantamento foi feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que não inclui o item específico ovo de Páscoa na cesta de produtos analisados.

Além do aumento da demanda, que pressiona os preços na data comemorativa, outros fatores, como o preço do cacau, influenciam no preço final do produto, explica Alexandre Maluf, economista da XP. “O aumento de preços em produtos como achocolatados, barras de chocolates e bombons é fortemente influenciado pelo aumento do valor do cacau no mercado internacional, impulsionado pela quebra de safra nos países produtores, principalmente na África. Nos últimos dois anos, no entanto, a alta de preços do chocolate foi ainda maior por conta de um dos ingredientes: o açúcar, que foi impactado pela quebra da safra nos Estados Unidos com reflexos globais na cadeia de produção”, explica Maluf.

Histórico da inflação do chocolate em barra e bombom nos últimos três anos / Fonte: XP/IPCA
Histórico da inflação do chocolate em barra e bombom nos últimos três anos / Fonte: XP/IPCA

Almoço de Páscoa

Além do chocolate, outros itens típicos do almoço de Páscoa também tiveram variação de preços relevantes nos últimos 12 meses. O azeite, por exemplo, está 40,7% mais caro no período devido a uma combinação de fatores, com destaque para o fenômeno climático El Niño na Europa. O consumidor também irá pagar mais caro em 2024 por produtos como açúcar refinado (13,92%), açúcar cristal (7,51%), sorvete (10,43%) e bebidas alcóolicas, exceto cerveja e vinho (11,27%).

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Já o bacalhau, um dos itens tradicionais do almoço pascal, manteve o preço praticamente estável (0,46%) em relação ao ano passado, enquanto os pescados de maneira geral subiram 2,68%. E, na contramão dos itens em alta, o estudo aponta quedas de preço relevantes em produtos como óleo de soja (-22,73%), carnes (-7,95%) e margarina (-8,43%).

Confira a seguir a projeção da XP para aumento e queda nos preços dos alimentos na Páscoa:

Projeção do preço dos produtos em comparação com o ano anterior / Fonte: XP/IPCA
Projeção do preço dos produtos em comparação com o ano anterior / Fonte: XP/IPCA

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