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Do entusiasmo ao prejuízo: erros que todo investidor iniciante precisa evitar

Foto por: Towfiqu barbhuiya/ Unsplash Images Foto por: Towfiqu barbhuiya/ Unsplash Images
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Especialista cita dicas para quem quer começar a investir e não sabe por onde começar

Muitas pessoas querem investir, mas não sabem por onde começar. Nesse processo, é comum dar os primeiros passos sem planejamento, baseando-se em exemplos, dicas informais ou pesquisas superficiais. No entanto, investir vai além de modismos: exige considerar objetivos, necessidades e a própria realidade financeira. Por isso, para quem já teve acesso à educação financeira ajuda a tomar decisões conscientes e seguras.

Para quem não teve acesso à educação financeira, Lucas Sharau, planejador financeiro CFP® e sócio da iHUB Investimentos, recomenda seguir uma trilha simples com cinco passos: organizar o fluxo de caixa; criar uma reserva para imprevistos; aprender conceitos básicos como liquidez, risco, rentabilidade, carência e tributação; entender o próprio perfil de investidor; e começar a investir o quanto antes, mesmo que com valores pequenos, mas de forma recorrente. Investir bem exige critério, autoconhecimento, acompanhamento e diversificação.

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Ainda segundo Sharau, o principal erro do investidor iniciante não é apenas escolher o investimento errado, mas optar por algo incompatível com seus objetivos e prazos. “O problema central é a falta de método: muitos começam pelo produto, perguntando ‘o que rende mais?’, quando deveriam partir do planejamento, definindo para que serve o dinheiro, em quanto tempo será usado, a liquidez necessária e o nível de risco que podem suportar”, destaca.

Os erros mais comuns ao investir incluem: não ter um objetivo claro; focar apenas na rentabilidade sem considerar risco e liquidez; desconhecer o próprio perfil de investidor; não diversificar a carteira; e investir sem constância. Além disso, muitas pessoas investem por impulso ou influência externa hype e FOMO (Fear of Missing Out/ Medo de Ficar de Fora), o que frequentemente leva a decisões arriscadas e arrependimento posterior. Diante de uma pesquisa da FCA (Financial Conduct Authority), reguladora do mercado financeiro do Reino Unido, com dois mil investidores de 18 a 40 anos: 51% disseram ter colocado mais dinheiro do que pretendiam por FOMO; 66% tomaram decisões em menos de 24 horas; 14% em menos de uma hora; e 43% usam redes sociais como ferramenta principal de pesquisa.

É aí que entra o papel do especialista. Ele ajuda a transformar impulso em processo. Em vez de a pessoa investir porque “todo mundo está falando”, ela passa a investir porque aquele ativo cabe no seu objetivo, no seu prazo e no seu risco. Além disso, o profissional consegue enxergar a carteira como um todo, e não apenas um investimento isolado. “O especialista não elimina o risco de mercado, mas reduz bastante o risco de erro evitável. E, para o iniciante, isso já faz uma enorme diferença”, ressalta o sócio da iHUB.

Diante disso, Sharau cita cinco dicas para quem deseja começar a investir agora:

  1. Comece pelo objetivo: defina finalidade, prazo e tolerância ao risco antes de escolher investimentos;
  2. Tenha uma reserva financeira: priorize liquidez e segurança para imprevistos;
  3. Mantenha a simplicidade: comece com produtos fáceis e uma estrutura básica;
  4. Invista com constância: faça aportes regulares e disciplinados;
  5. Estude o básico: entenda conceitos antes de assumir mais riscos.

Com educação financeira e com o apoio de um especialista, é possível tomar decisões mais assertivas sem agir por impulso.

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