Com base na análise de mais de 32 mil perfis, levantamento mostra que prudência (49%), planejamento (50%) e paciência (50,8%) são as competências menos desenvolvidas pelos empreendedores
A Febracis, maior escola de transformação pessoal e profissional da América Latina, por meio do CIS Assessment, ferramenta de análise de perfil comportamental, realizou uma pesquisa com 32.435 empreendedores de todo o país. A análise mostra que o empreendedor brasileiro tende a ser altamente influente e motivado por resultados rápidos, mas ainda enfrenta dificuldades com aspectos como organização, paciência e planejamento estratégico.
Segundo os dados, as três competências mais desenvolvidas entre os empreendedores brasileiros são entusiasmo (62%), extroversão (61,9%) e persuasão (61,3%). Já as menos desenvolvidas aparecem justamente nas áreas que exigem mais estrutura e constância: prudência (49%), planejamento (50%) e paciência (50,8%).
O levantamento também mapeou os principais valores que motivam esse grupo: 67,2% indicaram “recompensa pelo esforço” como principal motivador, enquanto 56,9% apontaram o “aprendizado constante”. Valores como reconhecimento e bem-estar foram apontados como “em segundo plano” por mais de 45% dos entrevistados.
“Esse grupo valoriza retorno claro pelo esforço: se há bonificação por resultado, ele dará tudo de si, mesmo que isso signifique trabalhar sem descanso”, afirma Vanilson Leite, diretor do CIS Assessment.
Além de buscar desempenho, o empreendedor brasileiro também tende a ser prático na gestão dos negócios. “É um perfil com facilidade para administrar recursos de forma objetiva, sempre observando o retorno sobre o investimento”, complementa Vieira.
Na pesquisa, dois grandes perfis comportamentais se destacam: 56,2% apresentam perfil influente, orientado a pessoas e comunicação, e 54,7% têm um perfil dominante, orientado a resultados e performance.
De acordo com Paulo Vieira, esses dois perfis podem ser grandes qualidades ou armadilhas. Ele alerta que empreendedores com perfil dominante são, em sua melhor versão, assertivos, práticos, resolutivos, estratégicos, competitivos e destemidos. Mas, sem preparo emocional, podem se tornar inflexíveis, impacientes e até autoritários.
Já os empreendedores de perfil influente tendem a ser carismáticos, seguros e ótimos argumentadores. Por outro lado, podem ser dispersos, mau ouvintes e ter dificuldades com processos, execução e foco em resultados.
“Um líder dominante sem inteligência emocional pode atropelar pessoas no caminho dos resultados. Um influente desregulado pode gerar entusiasmo sem entrega. Quando um empreendedor entende seus pontos fortes e suas brechas, ele passa a liderar com mais consciência, e não apenas por instinto”, destaca Paulo Vieira.
A pesquisa foi realizada por meio do CIS Assessment, ferramenta usada por mais de 1 milhão de pessoas para fins de diagnóstico comportamental e desenvolvimento de competências emocionais. “Nosso objetivo é tornar visível o que, muitas vezes, limita silenciosamente o crescimento dos negócios: a forma como o empreendedor pensa, sente e reage às situações”, explica Vanilson Leite, diretor do CIS Assessment.
