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Fraudes digitais: o inimigo invisível que exige vigilância constante

Foto: Luciana Munhoz, Especialista em Operações na Kstack/Divulgação Foto: Luciana Munhoz, Especialista em Operações na Kstack/Divulgação
Foto: Luciana Munhoz, Especialista em Operações na Kstack/Divulgação

*Por Luciana Munhoz

Em um mundo cada vez mais digitalizado, a conveniência das compras online e dos pagamentos eletrônicos trouxe consigo um novo tipo de ameaça: as fraudes digitais. O Brasil, um dos países com maior número de usuários conectados, também figura entre os mais afetados por golpes virtuais. A facilidade de acesso à tecnologia, aliada à falta de educação digital e à sofisticação dos criminosos, cria um cenário preocupante que exige ação imediata de consumidores, empresas e autoridades.

Os métodos de obtenção de dados para fraudes em compras online são variados e cada vez mais engenhosos. Vazamentos de informações, sites falsos, anúncios enganosos, mensagens fraudulentas por SMS ou WhatsApp, cartões clonados e perfis falsos em redes sociais são apenas algumas das estratégias utilizadas pelos golpistas. Em muitos casos, os próprios consumidores, por desconhecimento ou descuido, acabam fornecendo dados sensíveis sem perceber.

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A proteção começa com práticas básicas, mas muitas vezes negligenciadas. Usar senhas fortes e únicas, ativar a autenticação em dois fatores (2FA), evitar repetir senhas em diferentes sites e manter o sistema operacional atualizado são medidas simples que podem fazer toda a diferença. Além disso, é fundamental desconfiar de links suspeitos e evitar instalar aplicativos de fontes não confiáveis.

Outro ponto crítico é o uso de maquininhas de cartão adulteradas. Golpistas têm recorrido a táticas como alegar erro na aproximação, desativar a função NFC, adulterar o visor ou solicitar a senha antes de exibir o valor da compra. Essas práticas visam enganar o consumidor e realizar cobranças indevidas, muitas vezes sem que a vítima perceba de imediato.

Nesse contexto, monitorar regularmente as transações bancárias deixa de ser uma recomendação e passa a ser uma necessidade. Acompanhar o extrato em tempo real permite identificar rapidamente movimentações suspeitas, como compras em locais inusitados ou valores fora do padrão, e agir antes que o prejuízo se torne irreversível.

Mesmo nas compras presenciais, os cuidados devem ser redobrados. Nunca perder o cartão de vista, conferir o valor antes de digitar a senha, proteger o teclado ao digitar e desconfiar de maquininhas com visor danificado são atitudes que ajudam a evitar golpes. Sempre que possível, o pagamento por aproximação deve ser priorizado, pois reduz o risco de clonagem.

A responsabilidade pela segurança digital é compartilhada. Cabe ao consumidor adotar hábitos seguros, às empresas investir em sistemas de proteção e ao poder público fiscalizar e punir com rigor os crimes cibernéticos. A tecnologia é uma aliada poderosa, mas, sem educação digital e vigilância constante, pode se tornar uma armadilha.

*Luciana Munhoz é Especialista em Operações na Kstack.

Startup de tecnologia, com prestação de serviço de Hunting de TI e Professional Service, bem como a oferta de softwares para o tratamento digitalizado do chargeback, contagem e precificação de safra.

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