Um novo relatório da Chubb, líder global em seguros, revela que o setor de construção na América Latina enfrenta crescente pressão operacional e financeira. “A inflação persistente, a desvalorização das moedas locais e a alta frequência de acidentes de trabalho estão entre os principais fatores que ameaçam o desenvolvimento de obras civis e projetos de infraestrutura na região”, afirma Luciano Santos, vice-presidente de P&C (Seguros Corporativos) da Chubb no Brasil.
O estudo “Construção sob pressão: Panorama de riscos na América Latina” identifica os desafios mais relevantes enfrentados pelas construtoras, desde impactos econômicos e políticos até riscos ambientais, tecnológicos e sociais.
“Na América Latina, construir sob pressão se tornou o cotidiano para muitas empresas. O aumento no custo de materiais e de mão de obra, aliado à instabilidade e às mudanças regulatórias, impacta diretamente a viabilidade dos projetos. Enfrentar esses desafios com soluções de seguro adequadas é fundamental para garantir a continuidade operacional e proteger os investimentos”, reforça o executivo.
O relatório também aponta que apenas poucas empresas têm adotado tecnologias como o BIM (Building Information Modeling) ou a inteligência artificial para otimizar processos. A dificuldade de acesso a financiamento e os atrasos em contratos agravam ainda mais o cenário de incertezas.
Na dimensão da segurança, os riscos de queda, o uso inadequado de máquinas e a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) permanecem como as principais causas de acidentes no setor. Somam-se a esses fatores as deficiências de infraestrutura básica e a escassez de mão de obra qualificada. “O trabalho em obras não admite erros. Por isso, na Chubb incentivamos uma cultura de segurança integral e oferecemos coberturas especializadas que protegem tanto os trabalhadores quanto os ativos dos projetos”, destaca Santos.
Além disso, riscos relacionados a causas naturais, bem como conflitos sociais e bloqueios comunitários, vêm crescendo nos empreendimentos de médio e grande porte. As novas exigências ambientais também impõem padrões mais altos de sustentabilidade e controle.
Outro ponto crítico é a baixa digitalização do setor: muitas empresas ainda não incorporaram soluções digitais avançadas, ficando vulneráveis a ciberataques em plataformas de gestão e acompanhamento de obras. “A capacidade de adaptação a contextos em constante mudança, o investimento em prevenção e a construção de alianças estratégicas que fortaleçam a resiliência podem determinar o futuro do setor. Na Chubb, entendemos que cada projeto envolve desafios específicos. E oferecer um respaldo completo pode ser o diferencial entre uma obra bem-sucedida e uma operação comprometida”, conclui o executivo.
Principais dados do relatório:
- Inflação e desvalorização das moedas elevam o custo dos projetos.
- Segurança do trabalho segue deficiente na maioria das obras.
- Apenas uma minoria das construtoras adota tecnologias digitais.
- Instabilidade política e protestos sociais afetam a execução de projetos.
- Mudanças climáticas e oposição comunitária se consolidam como riscos críticos.
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