Mais de um terço dos bares e restaurantes pretendem contratar até o fim do ano

Especialista destaca duas atitudes para melhorar a alimentação a partir de hoje / Foto: Brooke Lark / Unsplash Images
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Pesquisa da Abrasel revela otimismo com aumento de demanda em função das festas e da chegada do verão

Bares e restaurantes já se preparam para reforçar as equipes, de olho na temporada de verão, mas também atentos ao movimento de fim de ano, quando confraternizações e festas de Natal e Ano-Novo costumam ser boa fonte de faturamento. Pesquisa da Abrasel, realizada entre o final de outubro e o começo de novembro, constatou que 35% dos empreendedores pretendem contratar funcionários até o fim de 2023. Outros 58% pretendem manter o quadro atual de funcionários e somente 7% indicaram que podem demitir.

Ao analisar os motivos por trás das contratações planejadas, 62% afirmam ser para dar suporte ao aumento esperado de demanda, enquanto 22% visam atender às necessidades de gestão e reorganização da empresa. Além disso, 20% planejam contratar para renovar a equipe e 8% têm planos de abrir filiais ou novas unidades.

“Há um certo otimismo do setor em relação ao aumento de demanda. Ao longo deste ano, muitos já se prepararam recompondo as equipes. Ainda assim é muito significativa a parcela que diz que fará contratações. Também chama a atenção o fato de voltarmos a ter quase 10% das empresas contratando para abrir filiais ou novos negócios, mais um sinal de como somos resilientes”, explica Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

Desempenho Financeiro

Os resultados da pesquisa também indicam que, em setembro, 24% dos estabelecimentos registraram prejuízo, enquanto 35% alcançaram lucro e 40% mantiveram uma estabilidade financeira. Esse cenário é praticamente o mesmo observado na última pesquisa, relativa ao resultado de agosto, destacando a persistência da situação financeira desafiadora para uma parte significativa do setor.

“É um quadro mais estável, mas ainda preocupa o grande número, quase dois terços, das empresas que não tiveram lucro em setembro. A maioria destes que ficaram no prejuízo apontam queda nas vendas como um fator, mas chama a atenção que quase metade, 46%, colocam entre os motivos para o resultado ruim as dívidas com empréstimos bancários. É um passivo da pandemia que necessita de atenção, pois para muitos vira uma bola de neve”, completa Solmucci.

Quando se trata de ajustes nos preços, a pesquisa revela que 33% dos estabelecimentos optaram por não reajustar o cardápio. Entre aqueles que realizaram ajustes, 24% optaram por reajustes abaixo da inflação dos últimos 12 meses. Por outro lado, 34% ajustaram seus preços conforme a inflação, enquanto 8% optaram por ajustes acima da média.

Sem contar os empréstimos, 40% dos estabelecimentos dizem também ter outras dívidas em atraso. Dentre esses, 75% acumulam débitos relacionadas a impostos federais, 44% impostos estaduais, 31% encargos trabalhistas, 24% serviços públicos e 22% devem a fornecedores.

Confira mais detalhes sobre o levantamento neste endereço.

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