Diante do prêmio recorde do BBB 26, estimado em cerca de R$ 5,44 milhões, valor significativamente superior ao de edições anteriores e com potencial de crescimento até a final, em abril. Segundo especialista, para esse volume de recursos, a recomendação é adotar uma gestão conservadora e estruturada desde o início, tratando o prêmio como um patrimônio relevante, que exige planejamento e alinhamento ao cenário econômico atual.
Segundo Gabriel Jardim, CEO e fundador da Trade Arena, a estratégia ideal passa por uma forte diversificação. “A estratégia seria direcionar 70% do valor para renda fixa, com diversificação de produtos e divisão clara por objetivos. 20% seria destinada à reserva de emergência, outros 25% à renda fixa de longo prazo e mais 25% em títulos com pagamentos e amortizações. Os 30% restantes ficariam em ativos de maior volatilidade, distribuídos entre 10% em ações à vista, 10% em fundos imobiliários, que além da rentabilidade ajudam a complementar a renda por meio do pagamento mensal de aluguéis, geralmente isentos de imposto de renda, e 10% em dolarização, com envio de recursos ao exterior para manter pelo menos 100 mil dólares protegidos”.
Gabriel ainda destaca que a forma de utilizar o dinheiro do prêmio depende do perfil do investidor e do próprio ganhador. “Ainda assim, há um princípio que deve ser comum a todos: a diversificação. Evitar concentrar os recursos em um único tipo de investimento e buscar uma carteira que faça sentido para a pessoa, para o momento da economia e para o cenário político atual é fundamental”, diz.
Ao comentar sobre o cenário econômico atual, Gabriel Jardim ressalta que o momento favorece uma postura mais cautelosa na alocação dos recursos. “No cenário atual, marcado por incertezas e por uma renda fixa pagando juros elevados, a escolha tende a ser por uma carteira mais conservadora. Nesse caso, até 70% do valor do prêmio seria alocado em renda fixa, sendo cerca de 20% para uma reserva de emergência, como o Tesouro Selic, que permite resgate a qualquer momento e ainda gera rendimento. Outros 25% iriam para produtos de renda fixa de prazo mais longo, com taxas mais atrativas, enquanto o restante seria direcionado a títulos com amortizações e pagamentos mensais ou semestrais, garantindo uma entrada recorrente de recursos além do capital investido”, afirma.
