Otimismo no exterior dispara Ibovespa e derruba dólar para R$ 4,95

Luiz Felipe Bazzo, CEO do transferbank / Foto: Divulgação
Luiz Felipe Bazzo, CEO do transferbank / Foto: Divulgação

Investidores repercutem a aprovação do teto da dívida nos EUA, além da divulgação de relatório de emprego americano e números da produção industrial no Brasil

Na última semana, o otimismo no exterior impulsionou o Ibovespa – que busca os 113 mil pontos. Além disso, o dólar fechou a semana cotado a R$ 4,95. Confira a análise de Luiz Felipe Bazzo, CEO do transferbank:

Brasil

Essa semana, os mercados reagiram aos dados que mostraram uma moderação no crescimento salarial nos EUA em maio, aumentando as apostas de que o Federal Reserve deixará os juros inalterados neste mês.

Investidores comemoraram a aprovação no Congresso de um acordo para suspender o teto da dívida dos Estados Unidos. O Senado dos EUA aprovou na quinta-feira a legislação bipartidária defendida pelo presidente Joe Biden que eleva o teto da dívida de US$ 31,4 trilhões do governo, evitando o que teria sido o primeiro calote da história.

O Ibovespa agora busca os 113 mil pontos, depois de quebrar a resistência dos 111 mil pontos. Caso volte a sofrer pressão vendedora, o índice pode sofrer uma queda até o suporte dos 106,3 mil pontos, desta vez, com maiores chances de perder este patamar e acelerar a venda em direção aos 103 mil pontos.

Em um cenário otimista, projetamos o Ibovespa em 130 mil pontos ao final de 2023, frente aos 128 mil pontos projetados anteriormente. Isso pode acontecer devido a melhora nas taxas de juros futuras.

Quebrando o Ibovespa setorialmente, vemos que todos os setores no Brasil estão com seus múltiplos negociados abaixo ou próximos às médias de longo prazo.

Câmbio

A desvalorização do dólar é uma oportunidade para garantir proteção para a carteira contra crises financeiras externas, diversificar os investimentos e aumentar a possibilidade de lucro nas operações cambiais. O mercado oferece diversas opções para investir em dólar, que não envolvem, necessariamente, a compra direta da moeda.

O dólar que estimula a acelerar os investimentos internacionais. Os números sinalizam aos investidores que o ciclo de aperto monetário tanto no Brasil quanto nos EUA está próximo do fim, o que favorece os investimentos em bolsa.

No entanto, mesmo com um cenário favorável, não acredito que a moeda norte-americana possa alcançar patamares mais baixos, como R$ 4,50.

Além disso, os investidores devem focar na diversificação e buscar empresas de setores mais estáveis diante da possibilidade de recessão nos Estados Unidos. Não procurar apenas ações, mas também em renda fixa em dólar. Há títulos de dívidas de empresas brasileiras em dólar (como o Itaú) que, usualmente, pagam um retorno de 7% a 10% na moeda norte-americana.

*Luiz Felipe Bazzo é CEO do transferbank, uma das 15 maiores corretoras de câmbio do Brasil. O executivo também já trabalhou em multinacionais como Volvo Group e BHS. Além disso, criou startups de diferentes iniciativas e mercados tendo atuado no Founder Institute, incubadora de empresas americanas com sede no Vale do Silício. O executivo morou e estudou na Noruega e México e formou-se em administração de empresas pela FAE Centro Universitário, de Curitiba (PR), e pós-graduado em finanças empresariais pela Universidade Positivo.

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