Por que o Brasil é a grande referência para o futuro dos pagamentos internacionais?

Teymour H. Farman-Farmaian, CEO e co-founder da Higlobe / Foto: Divulgação
Teymour H. Farman-Farmaian, CEO e co-founder da Higlobe / Foto: Divulgação

Confira artigo de Teymour H. Farman-Farmaian, CEO e co-founder da Higlobe, uma fintech de solução de pagamentos para freelancers e contratados brasileiros que trabalham remotamente para empresas nos EUA

O potencial da inovação brasileira tem sido a porta de entrada para oportunidades de investimento de empresas estrangeiras. A evolução do Brasil no mercado financeiro, por exemplo, tem atraído muitos olhares de atenção do exterior.

Um dos maiores exemplos é o Pix, pioneiro na forma de transferir dinheiro instantaneamente, entre quaisquer bancos. Aqui nos Estados Unidos, e de forma global, o modelo tem sido referência e estamos de olho nos projetos já mencionados para o “pix internacional”, segundo o Banco de Compensações Internacionais (BIS). A corrida pela fintechzação é outra tendência em ascensão, como vimos recentemente no caso dos cartões de crédito da Amazon. A gigante do varejo está somando-se a outras empresas e decidindo embarcar serviços financeiros de vez ao disponibilizar, em breve, um cartão de crédito com cashbacks e sem anuidade.

Há alguns fatores que impulsionam essa dinâmica. Um deles é que a população brasileira está sempre buscando por serviços financeiros que apresentem inovação, e a aceitação do sistema do Pix é uma prova disso. Grande parte dessa população é jovem; são eles que têm maior curiosidade por novos métodos de pagamento e também os que mais buscam por funcionalidades diferentes nos aplicativos que usam.

Outro fator que torna o Brasil atrativo aos olhos de empresas que estão em busca de apresentar novas soluções ao país é a qualidade dos profissionais, algo que é somado à vontade dos brasileiros em ganhar experiência e alavancar sua carreira mundo afora. As fintechs estrangeiras entendem que o Brasil tem muita mão de obra qualificada para exportar, e com os profissionais brasileiros em busca de ganhar seus salários em dólar, torna-se uma situação vantajosa para ambas as partes.

Prova desse interesse dos profissionais é que, por meio do mapeamento de perfis no Linkedin, observamos como a vontade de aprender o idioma e conseguir vagas no exterior tem aumentado: encontramos quase 60 mil currículos de brasileiros feitos em inglês. Ou seja, são pessoas que já trabalham para empresas dos Estados Unidos ou outros países de língua inglesa, ou então estão buscando uma vaga.

Essa soma de fatores, entre outros, fez com que muitas empresas estrangeiras investissem de fato no mercado brasileiro e na sua força de trabalho, como foi o caso da Higlobe. De olho na evolução das inovações que o Brasil proporciona ano após ano, na qualidade dos profissionais, no seu interesse em atrair atenção de recrutadores — principalmente americanos — e de receberem pagamentos em dólar, enxergamos no país a oportunidade perfeita de trazer uma solução para transformar o mundo das transferências internacionais.

A Higlobe possibilita que freelancers e contratados brasileiros que já trabalham para empresas americanas, possam receber de forma simples e sem taxas altas os seus pagamentos em dólar. Com a crescente desses profissionais trabalhando de forma remota para empresas estrangeiras, para as dos EUA em especial, contar com serviços de qualidade que atendam suas expectativas é essencial.

O setor de transferências internacionais está expandindo e é possível observar que diversas características fazem do país um lugar de excelentes oportunidades de investimento para startups e fintechs.

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