Tendências da comunicação para o segundo semestre de 2023

Beatriz Destefani Augusto e Maria Carolina Rossi / Foto: Divulgação
Beatriz Destefani Augusto e Maria Carolina Rossi / Foto: Divulgação

Confira artigo de Beatriz Destefani Augusto e Maria Carolina Rossi, jornalistas especialistas em comunicação interna e marketing, além de fundadoras da Comunica PR, agência de Relações Públicas

Novos hábitos instigam novas maneiras de se comunicar e consumir conteúdo, essas mudanças estão cada vez mais frequentes na atualidade devido a constante chegada de novos produtos e redes para o diálogo. Com isso, cabe a todos que trabalham com comunicação se adaptarem às inovações de um mundo moderno que está constantemente se renovando.

Há alguns anos, era dito que a internet e as redes sociais eram o futuro da comunicação, hoje é fácil dizer que já é o presente. Para se ter uma ideia, uma pesquisa feita pela eMarketer, indicou que 59% da população mundial usam redes sociais – o número corresponde a 4,7 bilhões de pessoas usuárias das redes.

Diversos estudos apresentam diferentes conclusões para qual o tempo de concentração dos humanos, alguns dizem que o tempo é de meia hora, outros argumentos que nos concentramos em algo por apenas 4 minutos, mas o fato é que esse tempo está cada vez menor com o passar das gerações, pedindo por mudanças na forma de mostrar conteúdos.

A velocidade das redes

O TikTok e o formato de short videos como um todo mudou drasticamente a maneira como lidamos com as informações, vídeos de 15 segundos definiram um novo método, que pede uma grande corrente de conteúdo em um tempo limitado, que está concorrendo ao mesmo tempo com todos outros usuários na rede social, portanto o material deve ser chamativo e único.

No entanto, as redes sociais não são hegemônicas e a única forma para estabelecer uma comunicação eficiente, uma pesquisa realizada pela RD Station com profissionais de marketing, indicou que anúncios nas redes sociais são a 4ª principal forma de descobrir uma nova marca, atrás de publicidade na TV com 31,4%, ferramentas de busca (31,3%) e recomendações de amigos e familiares (28,6%).

Porém, com o tempo, a presença das redes deve crescer ainda mais, um conteúdo mais conciso e  enxuto, que seja dinâmico e criativo prende a atenção do consumidor, além disso, esse tipo de conteúdo é fácil de compartilhar, impulsionando as marcas que conseguem criar uma conexão com os usuários.

Popularização do SEO

O Search Engine Optimization (SEO), é uma das estratégias chaves para quem trabalha com web na atualidade, consiste em otimizar seu conteúdo para garantir um bom posicionamento em mecanismos de busca, como o Google, fazendo a diferença para alcançar sucessos e atingir as massas.

A técnica, no entanto, pode sair da bolha dos mecanismos de busca nos próximos anos, a presença de assistentes virtuais no cotidiano é uma oportunidade interessante de se comunicar. Formas de tecnologia comuns no dia a dia como  a Siri, assistente virtual da Apple, Google Assistent, e Alexa, da Amazon, usam os mecanismos de busca como forma de compartilhar informações, criando uma possibilidade de entrar em um mercado ainda pouco explorado.

Procura por conteúdo humanizado

Outra demanda da modernidade é a busca por materiais personalizados, o usuário não espera mais por conteúdos sérios, formais e corporativos, e sim por algo que dialogue com sua voz, seus trejeitos, gírias e descontração. Um dos melhores métodos é usar o consumidor a seu favor o  chamado User-Generated Content (UGC), que se aproveita de  comentários, posts, fotos, vídeos e qualquer outra mídia feita pelo consumidor que envolve o produto.

Segundo levantamento feito pela McKinsey, 71% dos consumidores esperam uma comunicação personalizada das empresas e 76% ficam frustrados quando as marcas não as entregam, o formato mostra como a audiência está cada vez mais ativa e interagindo com as marcas, querendo assumir o protagonismo e gerar seu próprio conteúdo.

Diretamente relacionado a personalização de conteúdo está a análise dos dados do usuário, a Cultura Data-Driven, nome dado às empresas que utilizam a inteligência de dados em todos os processos, a análise deles permite um entendimento profundo do consumidor, compreendendo seus desejos, reclamações e dificuldades.

Tenha uma comunicação com propósito

As marcas não podem ser mais neutras, é necessário se posicionar em assuntos importantes, como os sobre questões sociais, ambientais e de governança, as chamadas práticas ESG. Por isso deve haver um propósito nas empresas e sua comunicação, pensando em criar um impacto positivo, criando impactos na sociedade.

Os consumidores querem criar conexões profundas e verdadeiras com as marcas. Para isso, a comunicação deve ter um propósito claro para que os consumidores sejam naturalmente impactados e essa relação se transforme em engajamento, de forma orgânica e casual.

 

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