Tendências para 2026: Flexibilidade e foco em resolução de problemas devem redefinir times e carreiras de tecnologia

people sitting down near table with assorted laptop computers
Foto: Marvin Meyer no Unsplash

Modelos rígidos perdem espaço em um cenário de mudanças constantes, ciclos curtos e foco em resolução de problemas

De acordo com um levantamento da BossaBox, consultoria referência no modelo de squads-as-a-service no Brasil, feito com mais de 500 lideranças do segmento de Tech, 86% desses líderes relatam dificuldade em contratar, mas apenas 32% atribuem essa barreira à escassez de candidatos qualificados.

A chegada de 2026 intensifica esse movimento, impondo às empresas a necessidade de estruturas mais flexíveis e capazes de acompanhar prioridades que mudam rapidamente, principalmente em tecnologia e produto. Em vez da simples execução de tarefas, ganha força a construção de equipes focadas em resolver problemas reais e se adaptar continuamente aos ciclos cada vez mais curtos dos negócios, tudo isso com a realidade da inteligência artificial. É mais um desafio na hora de contratar.

“Nos últimos anos, os modelos tradicionais de alocação de profissionais – baseados em contratos rígidos, escopos fixos e pouca margem de reposicionamento – começaram a mostrar sinais claros de desgaste. Projetos são interrompidos de forma repentina, squads precisam migrar de uma frente para outra em questão de dias, e iniciativas que pareciam estratégicas perdem relevância rapidamente. Enquanto isso, os contratos permanecem estáticos, produzindo ociosidade, gargalos operacionais e desperdiçando parte do orçamento. Esse desalinhamento entre negócio e capacidade técnica abriu espaço para novas abordagens mais dinâmicas”, explica João Zanocelo, VP de Marketing e Cofundador da BossaBox.

É nesse contexto de transformação que a BossaBox apresenta o novo modelo de Contrato Flexível, solução que surge como um reflexo da demanda crescente por elasticidade, permitindo que empresas reorganizem squads conforme a prioridade evolui, pausem iniciativas sem perda de budget e mantenham capacidade sempre ajustada ao momento do negócio. 

As mudanças estruturais também impactam o futuro das carreiras. João explica que para o próximo ano, a expectativa é que profissionais de tecnologia deixem para trás uma atuação centrada em tarefas e passem a trabalhar cada vez mais como solucionadores de problemas, com foco em análise, autonomia e colaboração. 

“Essa mudança exige um novo tipo de combinação: técnica, cultura de aprendizado, comunicação clara e capacidade de trabalhar em ambientes de constante reavaliação. A autonomia para resolver problemas reais vai pesar mais do que dominar apenas ferramentas ou linguagens. É isso que forma times de elite”, complementa.

Esse movimento já é observado em equipes que operam com métricas de alta performance, como DORA, que orientam o trabalho por dados e trazem previsibilidade às entregas. Ainda segundo dados da BossaBox, times que utilizam esse modelo chegam a realizar até seis vezes mais deploys e apresentam taxas de falha muito menores, reforçando a ideia de que eficiência está menos ligada ao volume de horas e mais à forma como os desafios são enfrentados.

Ao mesmo tempo, cresce a demanda por transparência na contratação de serviços de tecnologia. Com orçamentos mais monitorados e uma busca crescente por governança, organizações buscam visibilidade em tempo real de como sua capacidade está sendo usada, quanto está sendo consumido e quais iniciativas estão recebendo atenção. A previsibilidade financeira deixa de ser diferencial e passa a ser requisito para garantir eficiência e continuidade.

“É hora  de repensar a forma como empresas estruturam, lideram e mantêm times preparados para um mercado que passou a exigir menos rigidez e mais resposta. Em um cenário de rápidas transformações e alta competitividade, as companhias que desejam crescer de forma sustentável precisam investir em equipes de alta performance, principalmente no que se refere à tecnologia e produto”, finaliza o VP da BossaBox. 

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