Data Rudder reforça a importância da IA e o seu papel no combate aos esquemas de contas laranja no PIX

Rafaela Helbing, CEO da Data Rudder / Foto: Divulgação
Rafaela Helbing, CEO da Data Rudder / Foto: Divulgação

Segundo o Banco Central, os golpes no sistema financeiro brasileiro contam com mais de R$ 2,5 bilhões de prejuízo e instituições ainda sentem dificuldade em rastrear ações fraudulentas

A Data Rudder, empresa especializada em soluções antifraude, revela como a inteligência artificial tem sido fundamental para atuar no combate e prevenção às movimentações ilícitas no PIX. Atualmente, as contas laranja são um dos fatores que mais preocupam as instituições financeiras.

Mesmo adotando novas medidas de segurança, muitas empresas ainda sentem dificuldade em rastrear contas bancárias fraudulentas, pela agilidade na qual os golpistas adaptam suas táticas. Aproveitando-se da praticidade do PIX, os criminosos realizam múltiplas transferências instantâneas para diferentes instituições, eliminando os rastros da ação fraudulenta.

“As contas laranja são criadas com o intuito de dificultar a identificação do beneficiário final, ou seja, para que o fraudador não seja reconhecido. Elas podem ser feitas a partir de dados roubados, mas também obtidas com a venda de informações”, explica Rafaela Helbing, CEO da Data Rudder.

Para prevenir ou pelo menos minimizar a formação de novos esquemas de conta laranja, uma série de ferramentas estão sendo implementadas pelo setor antifraude. O uso da inteligência artificial está transformando completamente a forma com que as grandes empresas lidam com dados e, consequentemente, com a tomada de decisões.

A tecnologia é utilizada para mapear os padrões de comportamento dos usuários do sistema financeiro, criando modelos preditivos capazes de identificar, em milissegundos, atividades consideradas suspeitas.

Através dessa ferramenta, o processo de combate às fraudes via PIX se torna mais eficaz, já que para criar os padrões e detectar o comportamento atípico, é necessário processar uma quantidade enorme de dados históricos e de mercado, realizando o cruzamento entre essas informações.

É possível analisar, por exemplo: a data e hora em que a transação foi feita; o histórico de cadastro das chaves PIX favoritas; o tempo gasto para finalizar uma transação; quantos apps financeiros o usuário tem instalado; há quanto tempo existe aquela conta bancária; e qual é o volume de movimentações diárias dela.

Com o uso da IA, a instituição consegue ser mais estratégica no processo de construção da segurança transacional, avaliando rapidamente cada operação financeira, e determinando a aprovação, reprovação ou derivação da transferência.

“Atuamos em um mercado muito sensível e, por isso, temos a solidez de nossa tecnologia como principal diferencial, o que nos garante um índice de prevenção à fraude acima do mercado. Atualmente, conseguimos detectar até 78% de contas laranja através da nossa plataforma de AutoML”, comenta Rafaela.

Para a empresa de inteligência de dados, a detecção dos esquemas de conta laranja deve envolver iniciativas de todo o mercado antifraude. Com a chegada da Resolução nº6, criada pelo Banco Central, esse foi um dos assuntos mais discutidos pelo setor de prevenção de riscos.

Se antes os fraudadores aproveitavam a falta de comunicação entre as instituições para despistar o dinheiro roubado, com o compartilhamento obrigatório dos indícios de fraude, isso se torna um impeditivo.

Desde novembro de 2023, as instituições devem registrar, compartilhar e consultar os indícios de fraude de todo o ecossistema financeiro, tendo uma visibilidade muito maior sobre a ação criminosa e também sobre os casos de conta laranja.

Desenvolvedora de um dos sistemas que atendem às demandas da normativa, a Data Rudder foi além das exigências do Banco Central, oferecendo recursos que apoiam na identificação desses esquemas.

O DataBusters, plataforma criada em parceria com a B3 – Bolsa de Valores do Brasil, conta com uma rede de relacionamento que permite visualizar a relação do dado consultado com outros indícios registrados pelo mercado.

Ou seja, é possível visualizar todas as conexões associadas ao indício consultado, constatando se ele tem algum tipo de relacionamento com os dados atribuídos a outras fraudes. Um email utilizado como chave PIX pode estar associado, por exemplo, a um CPF, um CNPJ ou um número de telefone registrado como fraude. Esse dado então pode estar relacionado com outros indícios e assim por diante.

Com o crescimento no número de golpes financeiros, principalmente decorrente da popularização do PIX, recursos como esse chegaram para tornar a identificação de contas laranja algo tão ágil e eficiente quanto as próprias transações instantâneas.

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