Nos bastidores das chuvas: como tecnologia e monitoramento em tempo real ajudam São Paulo a evitar alagamentos

No centro dessa operação está o Centro de Operação do Sistema (COS), da Emae / Foto: Divulgação No centro dessa operação está o Centro de Operação do Sistema (COS), da Emae / Foto: Divulgação
No centro dessa operação está o Centro de Operação do Sistema (COS), da Emae / Foto: Divulgação

O que pouca gente sabe sobre o controle de cheias no Rio Pinheiros, operado pela Emae

Quando temporais atingem São Paulo, uma engrenagem invisível e tecnológica entra em operação para reduzir impactos e manter a cidade funcionando. Longe dos olhos da população, sistemas avançados de monitoramento, análise de dados e decisões em tempo real são decisivas para conter alagamentos e preservar a mobilidade urbana.

No centro dessa operação está o Centro de Operação do Sistema (COS), da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). Funcionando 24 horas por dia, a estrutura coordena a gestão hídrica do Rio Pinheiros, com apoio de soluções que combinam dados meteorológicos e inteligência operacional.

Durante eventos de chuva intensa, o sistema atua na reversão do curso do Rio Pinheiros, bombeando o excesso de água pelas usinas elevatórias São Paulo e Pedreira até o Reservatório Billings, uma estratégia essencial para manter o nível do rio sob controle e evitar transbordamentos nas margens do rio.

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A seguir, confira sete curiosidades sobre essa operação que mistura engenharia, tecnologia e inovação.

1. Um “centro de comando” da Emae monitora tudo em tempo real

O COS atua como um verdadeiro cérebro da operação, monitorando simultaneamente níveis de água, estruturas hidráulicas e sistemas energéticos, garantindo respostas rápidas em momentos críticos.

2. Um painel gigante virou peça-chave nas decisões

O Video Wall do centro de operações centraliza informações estratégicas em tempo real, permitindo que as equipes da Emae tenham uma visão integrada da operação em segundos.

3. A evolução vai além do visual

Com 10 telas disponíveis, a COS da Emae possui capacidade de monitoramento simultâneo, impactando diretamente a agilidade das decisões.

Funcionando 24 horas por dia, a estrutura coordena a gestão hídrica do Rio Pinheiros / Foto: Divulgação
Funcionando 24 horas por dia, a estrutura coordena a gestão hídrica do Rio Pinheiros / Foto: Divulgação

4. Cada tela funciona como um computador independente

O sistema adotado pela companhia utiliza monitores com processamento embarcado, garantindo maior estabilidade, flexibilidade e desempenho, alinhado às arquiteturas tecnológicas mais modernas.

5. Os operadores montam a visualização em tempo real

Os profissionais do COS podem personalizar o painel com câmeras, dados e aplicações, organizando as informações conforme a necessidade de cada momento, como um “desktop gigante” voltado à infraestrutura crítica.

6. A tecnologia acompanha padrões globais

A estrutura adotada segue padrões globais utilizados em setores como energia. O Vídeo Wall possui dez monitores de 55 polegadas LCD IPS e antiretenção de imagem, além de um computador compacto, embarcado em cada display, com processador core i5 de 10ª geração, 8 GB de memória RAM, 120 GB SSD de disco rígido e com suporte de acoplamento direto nos painéis.

7. O impacto chega diretamente à rotina da população

Na prática, a atuação da Emae contribui para evitar alagamentos em vias importantes da capital paulista, às margens do Rio Pinheiros, durante chuvas intensas, reduzindo congestionamentos, prejuízos e riscos para milhões de pessoas.

*Com informações de Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae).

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